A princípio,
deve-se saber que trabalhar o tema da sexualidade, não é fácil, mas um desafio
tanto para família, quanto para escola. O importante é propiciar um clima de
debate e discussão, que permita troca de pontos de vista, e dê liberdade para
que qualquer tipo de dúvida possa ser esclarecida. Abordando todo tipo de
assunto que permeie a vivência sexual, para que preconceitos e mitos sejam
desconstruídos. Gerando assim, atitudes e concepções mais saudáveis e mais tranquilas. Devemos caminhar para um relacionamento melhor entre pais e filhos,
em que haja uma comunicação efetiva que permita o esclarecimento de dúvidas e
que possibilite um compartilhar de sentimentos, emoções e experiências vividas.
E acima de tudo, precisamos priorizar o respeito mútuo.
Importantes
autores da Psicologia do Desenvolvimento, como John Bowlby, concordam que a
qualidade do relacionamento familiar poderá influenciar emocionalmente na
formação da personalidade do indivíduo. Além disso, Winnicott (2005),
aponta que um ambiente suficientemente bom, que disponha afeto e cuidados à
criança, são fundamentais para a constituição da subjetividade, e o
desenvolvimento das habilidades necessárias para uma vida em
comunidade. Em primeira instância, portanto, a educação sexual deve e
começa em casa, pois será em casa que a criança apreenderá a base sólida
para construir uma relação saudável com outra pessoa, e esta tarefa deve ser
continuada pela escola. (SUPLICY, 1984).
A
continuidade da Educação Sexual pela escola se explica pelo fato de que tal
instituição é entendida hoje, como um espaço de esclarecimento de dúvidas e de
formulação de questões, além de representar também, um espaço privilegiado para
busca de possíveis soluções e de incentivo ao conhecimento. (BRAGA, 2002)
Em 1998, o
Ministério da Educação incluiu a Orientação Sexual nos Parâmetros e
Referenciais Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental. Neste documento,
afirma-se a importância de que a escola possa oferecer um espaço específico
para orientar, debater e tirar as dúvidas dos alunos sobre a sexualidade.
(BRASIL, 1997) Isto porque, já se sabe que, a sexualidade constitui um dos
elementos essenciais no processo de desenvolvimento humano.
Sendo assim,
a Educação Sexual na Escola deve objetivar, principalmente, abordar o assunto
da sexualidade, das emoções e sentimentos envolvidos nos relacionamentos em
geral, de forma positiva e saudável. Intentando-se, dessa forma, instigar os
alunos a refletir e indagar sobre o tema transversal da sexualidade, e dentro
desta temática, sobre as relações afetivas. Buscando sempre uma troca mútua de
informações e esclarecimentos adequados no que tange à esta importante área do
desenvolvimento humano.
http://andressapiresmartinssantana.blogspot.com.br/2011/06/educacao-sexual-papel-da-escola-ou-da.html
REFERÊNCIAS
Bowlby, J. (1988). Cuidados maternos e saúde mental. São Paulo: Martins Fontes.
BRAGA, E. R. M. SEXUALIDADE INFANTIL: UMA INVESTIGAÇÃO ACERCA DA CONCEPÇÃO DAS EDUCADORAS DE UMA CRECHE UNIVERSITÁRIA SOBRE EDUCAÇÃO SEXUAL. Assis, 2002. 195p. Dissertação (Mestrado em Psicologia) – Faculdade de Ciências e Letras, Câmpus de Assis, Universidade Estadual Paulista.
BRASIL. Ministério da Educação e Cultura, Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais. Brasília: MEC/SEF, 1997.
COSTA, Moacir. Sexualidade da Adolescência: Dilemas e Crescimento. 3. ed. São Paulo: L&PM Editores, 1986.
SUPLICY, MARTA. Conversando sobre sexo. Petrópolis: Vozes, 1984.
WINNICOTT D. W. A família e o desenvolvimento individual. São Paulo: Martins Fontes, 2005.
Bowlby, J. (1988). Cuidados maternos e saúde mental. São Paulo: Martins Fontes.
BRAGA, E. R. M. SEXUALIDADE INFANTIL: UMA INVESTIGAÇÃO ACERCA DA CONCEPÇÃO DAS EDUCADORAS DE UMA CRECHE UNIVERSITÁRIA SOBRE EDUCAÇÃO SEXUAL. Assis, 2002. 195p. Dissertação (Mestrado em Psicologia) – Faculdade de Ciências e Letras, Câmpus de Assis, Universidade Estadual Paulista.
BRASIL. Ministério da Educação e Cultura, Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais. Brasília: MEC/SEF, 1997.
COSTA, Moacir. Sexualidade da Adolescência: Dilemas e Crescimento. 3. ed. São Paulo: L&PM Editores, 1986.
SUPLICY, MARTA. Conversando sobre sexo. Petrópolis: Vozes, 1984.
WINNICOTT D. W. A família e o desenvolvimento individual. São Paulo: Martins Fontes, 2005.
Parabéns!!!!!!!!!!! amei o trabalho de vocês muito bom!!!!!!!!!
ResponderExcluirBeijos virtuais!!!!!!!!!!!
Emy Pereira, querida obrigada!!!confiante que possa contribuir com aprendizado de nossos jovens!!
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