Sabemos
que a educação sexual existe desde que os homens vivem em comunidade e que é passada
de geração a geração e assim a cultura vai registrando a sexualidade,
comportamentos e papéis sexuais dentro de uma sociedade e falar de educação
sexual torna-se cada vez mais necessária, pois no mundo atual em que vivemos
com as constantes evoluções tecnológicas de comunicação e informação, os jovens
cada vez mais eufóricos em querer experimentar algo que desconhece, então para
que nossos jovens, adolescentes conheçam é preciso que seja esclarecido o
assunto de forma responsável, compreensiva, clara, dentro de sua linguagem
tirando suas dúvidas, e como é geração @, ou seja, utilizam as tecnologias a
todo o momento, então porque não formar e informar pelo uso das mesmas e aqui
com o uso do blog, que também é uma ferramenta, recurso tecnológico em nossas
mãos.
“[...] A sexualidade que foi durante algum tempo um
tabu, depois se tornou uma questão religiosa, depois se tornou uma questão
médica, hoje é uma questão de mercado. As pessoas oferecem os produtos de uma
sexualidade, onde você usa todo o tipo de estimulação visual, operacional, para
uma sexualidade impessoal, mecânica e genital. Isso é banalizar a sexualidade.
É transforma-la em mercadoria. Porque o sexo, com marca biológica, é exatamente
a identidade pro criativa, que é comum a todos os seres viventes e todos os
animais” (NUNES, César. Revista Mundo Jovem.2001)”.
O
que ainda percebemos é que a sexualidade das pessoas continua sendo mal
tratadas no sentido de que os jovens conversam entre si, buscam informações em
sites que muitas vezes acabam por “desinformar” os adolescentes nessas trocas
de conhecimentos, e outra as famílias ainda sentem dificuldades em falar sobre
sexo com seus filhos, muitas vezes por desconhecerem do assunto, outra por se
sentirem envergonhados, talvez pela questão cultural que ainda está enraizada
onde as coisas são ocultadas.
(SILVA,
Edna. Revista Mundo Jovem, 2001) “A educação sexual é algo muito sério, ela mexe com valores, com
padrões éticos, estéticos, políticos de cada um, e como ela é parte íntima de
todos e de cada um de nós, ela é algo que deve ser tratado com muita
responsabilidade”. Dessa forma cabe a família, desenvolver essa iniciação da
responsabilidade de informação aos seus filhos, também cabendo aos educadores à
incumbência de formar esses adolescentes sobre as práticas sexuais, problemas,
desenvolvimento corporal, libido, gravides, doenças, enfim oferecer, dar oportunidade
a seus discentes de ficar conhecendo sua sexualidade.
Portanto
fecho o texto trazendo uma fala da educadora Edna Silva numa entrevista para a
revista Mundo Jovem. “[...] Nós vivemos em sala de aula, ou na realidade das
escolas, uma educação sexual reprimida. E agora não é mais reprimida pela
proibição, agora é reprimida pela liberação exacerbada, pela falta de formação,
onde há muita informação, e não há uma formação da questão humana da
sexualidade”.
Reliane Souza
Graduanda no curso de Pedagogia (UFPA)
Referência:
Revista Mundo Jovem, 2001.
Nenhum comentário:
Postar um comentário