segunda-feira, 6 de julho de 2015

Falando sobre:





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Sabemos que a educação sexual existe desde que os homens vivem em comunidade e que é passada de geração a geração e assim a cultura vai registrando a sexualidade, comportamentos e papéis sexuais dentro de uma sociedade e falar de educação sexual torna-se cada vez mais necessária, pois no mundo atual em que vivemos com as constantes evoluções tecnológicas de comunicação e informação, os jovens cada vez mais eufóricos em querer experimentar algo que desconhece, então para que nossos jovens, adolescentes conheçam é preciso que seja esclarecido o assunto de forma responsável, compreensiva, clara, dentro de sua linguagem tirando suas dúvidas, e como é geração @, ou seja, utilizam as tecnologias a todo o momento, então porque não formar e informar pelo uso das mesmas e aqui com o uso do blog, que também é uma ferramenta, recurso tecnológico em nossas mãos.
“[...] A sexualidade que foi durante algum tempo um tabu, depois se tornou uma questão religiosa, depois se tornou uma questão médica, hoje é uma questão de mercado. As pessoas oferecem os produtos de uma sexualidade, onde você usa todo o tipo de estimulação visual, operacional, para uma sexualidade impessoal, mecânica e genital. Isso é banalizar a sexualidade. É transforma-la em mercadoria. Porque o sexo, com marca biológica, é exatamente a identidade pro criativa, que é comum a todos os seres viventes e todos os animais” (NUNES, César. Revista Mundo Jovem.2001)”.
O que ainda percebemos é que a sexualidade das pessoas continua sendo mal tratadas no sentido de que os jovens conversam entre si, buscam informações em sites que muitas vezes acabam por “desinformar” os adolescentes nessas trocas de conhecimentos, e outra as famílias ainda sentem dificuldades em falar sobre sexo com seus filhos, muitas vezes por desconhecerem do assunto, outra por se sentirem envergonhados, talvez pela questão cultural que ainda está enraizada onde as coisas são ocultadas.
(SILVA, Edna. Revista Mundo Jovem, 2001) “A educação sexual é algo muito sério, ela mexe com valores, com padrões éticos, estéticos, políticos de cada um, e como ela é parte íntima de todos e de cada um de nós, ela é algo que deve ser tratado com muita responsabilidade”. Dessa forma cabe a família, desenvolver essa iniciação da responsabilidade de informação aos seus filhos, também cabendo aos educadores à incumbência de formar esses adolescentes sobre as práticas sexuais, problemas, desenvolvimento corporal, libido, gravides, doenças, enfim oferecer, dar oportunidade a seus discentes de ficar conhecendo sua sexualidade.
Portanto fecho o texto trazendo uma fala da educadora Edna Silva numa entrevista para a revista Mundo Jovem. “[...] Nós vivemos em sala de aula, ou na realidade das escolas, uma educação sexual reprimida. E agora não é mais reprimida pela proibição, agora é reprimida pela liberação exacerbada, pela falta de formação, onde há muita informação, e não há uma formação da questão humana da sexualidade”. 

 Reliane Souza
Graduanda no curso de Pedagogia (UFPA)

 Referência: 
Revista Mundo Jovem, 2001.




quarta-feira, 10 de junho de 2015

EDUCAÇÃO SEXUAL!!!

Olá Turma Pedagogia   2014, vamos analisar esse texto para começarmos a refletir sobre o tema.







A princípio, deve-se saber que trabalhar o tema da sexualidade, não é fácil, mas um desafio tanto para família, quanto para escola. O importante é propiciar um clima de debate e discussão, que permita troca de pontos de vista, e dê liberdade para que qualquer tipo de dúvida possa ser esclarecida. Abordando todo tipo de assunto que permeie a vivência sexual, para que preconceitos e mitos sejam desconstruídos. Gerando assim, atitudes e concepções mais saudáveis e mais tranquilas. Devemos caminhar para um relacionamento melhor entre pais e filhos, em que haja uma comunicação efetiva que permita o esclarecimento de dúvidas e que possibilite um compartilhar de sentimentos, emoções e experiências vividas. E acima de tudo, precisamos priorizar o respeito mútuo.

Importantes autores da Psicologia do Desenvolvimento, como John Bowlby, concordam que a qualidade do relacionamento familiar poderá influenciar emocionalmente na formação da personalidade do indivíduo. Além disso, Winnicott (2005), aponta que um ambiente suficientemente bom, que disponha afeto e cuidados à criança, são fundamentais para a constituição da subjetividade, e o desenvolvimento das habilidades necessárias para uma vida em comunidade. Em primeira instância, portanto, a educação sexual deve e começa em casa, pois será em casa que a criança apreenderá a base sólida para construir uma relação saudável com outra pessoa, e esta tarefa deve ser continuada pela escola. (SUPLICY, 1984).

A continuidade da Educação Sexual pela escola se explica pelo fato de que tal instituição é entendida hoje, como um espaço de esclarecimento de dúvidas e de formulação de questões, além de representar também, um espaço privilegiado para busca de possíveis soluções e de incentivo ao conhecimento. (BRAGA, 2002)

Em 1998, o Ministério da Educação incluiu a Orientação Sexual nos Parâmetros e Referenciais Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental. Neste documento, afirma-se a importância de que a escola possa oferecer um espaço específico para orientar, debater e tirar as dúvidas dos alunos sobre a sexualidade. (BRASIL, 1997) Isto porque, já se sabe que, a sexualidade constitui um dos elementos essenciais no processo de desenvolvimento humano. 

Sendo assim, a Educação Sexual na Escola deve objetivar, principalmente, abordar o assunto da sexualidade, das emoções e sentimentos envolvidos nos relacionamentos em geral, de forma positiva e saudável. Intentando-se, dessa forma, instigar os alunos a refletir e indagar sobre o tema transversal da sexualidade, e dentro desta temática, sobre as relações afetivas. Buscando sempre uma troca mútua de informações e esclarecimentos adequados no que tange à esta importante área do desenvolvimento humano.

http://andressapiresmartinssantana.blogspot.com.br/2011/06/educacao-sexual-papel-da-escola-ou-da.html

REFERÊNCIAS


Bowlby, J. (1988). Cuidados maternos e saúde mental. São Paulo: Martins Fontes.
BRAGA, E. R. M. SEXUALIDADE INFANTIL: UMA INVESTIGAÇÃO ACERCA DA CONCEPÇÃO DAS EDUCADORAS DE UMA CRECHE UNIVERSITÁRIA SOBRE EDUCAÇÃO SEXUAL. Assis, 2002. 195p. Dissertação (Mestrado em Psicologia) – Faculdade de Ciências e Letras, Câmpus de Assis, Universidade Estadual Paulista.
BRASIL. Ministério da Educação e Cultura, Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais. Brasília: MEC/SEF, 1997.
COSTA, Moacir. Sexualidade da Adolescência: Dilemas e Crescimento. 3. ed. São Paulo: L&PM Editores, 1986.
SUPLICY, MARTA. Conversando sobre sexo. Petrópolis: Vozes, 1984.
 WINNICOTT D. W. A família e o desenvolvimento individual. São Paulo: Martins Fontes, 2005.